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No ano 2500 (antes de Cristo) existia na China um jogo chamado tsu-chu, cuja tradução é: bola de couro empurrada com os pés. Alguns historiadores dizem que a pelota era um crânio humano envolvido em panos, para torná-lo macio. Estranha versão sem nenhuma comprovação. O divertimento fazia parte do treinamento militar do exército do imperador Huang Ti. No ano 206 (também antes de Cristo) saiu uma cartilha com as regras do tsu-chu, o objetivo era mandar uma bola de couro entre duas traves de bambu, com uma rede de seda por trás.

Conforme relatos dos escritores Yang-tse e Tao-tse, a bola tinha cerca de 22 centímetros de diâmetro, era leve, perfeitamente esférica, o que facilitava o controle com os pés. O campo era quadrado, com 14 metros de lado; cada time compunha-se de 8 jogadores. Os vencedores ganhavam flores e lingotes de prata.

Durante a dinastia Han (206 / 220 d.C.) o jogo tornou-se bastante popular, espalhando-se por toda a China.

O jogo também foi registrado no Japão, quando a diversão chamava-se kemari, sendo realizada com bola de couro, cheia de crina de cavalo. O jogo dos japoneses tinha semelhança com o dos chineses, dando-se grande importância à habilidade de controlar a bola com os pés. Curiosamente, o kemari era jogado em campo marcado por frondosos vegetais, de grande porte e variadas espécies, situados de acordo com os pontos cardeais. A mística dos povos orientais assinalava a área de jogo levando em conta a influência da energia das árvores, harmonizando-a com as direções geográficas. Uma reverência à natureza e uma saudável forma de estímulo aos jogadores . . .

No velho Egito, um rico cidadão, Beni-Hassan, foi apaixonado pelo jogo da bola, pois fez esculpir na sua tumba uma cena bem movimentada da diversão. Na Terra dos Faraós, os sumos sacerdotes, ao tempo da rainha Nefertite, distraíam-se, por momentos, das altíssimas funções religiosas para praticar agradáveis peladas com bolas de couro recheadas de feno. Antes do jogo, faziam reverências e cuidavam das benzeduras e feitiçarias. Medalhões com figuras das dinastias mais antigas eram beijados.

Certamente a bola, lembrando o disco solar, haveria de impor aos egípcios um simbolismo algo divino, notadamente a partir do período dos nove reis da V dinastia, cerca de três mil anos antes de Cristo. Nessa fase da civilização egípcia, o deus Sol superou o deus Horus por imposição do clero de Heliópolis. O faraó passa a se proclamar filho do Sol (Ra) com o poder cósmico de influir sobre as inundações do rio Nilo, as colheitas e o destino do povo.

Em meio ao culto solar os faraós podiam esconjurar aqueles que maltratassem a bola, isto é: falta de habilidade no controle, arremessos sem direção certa e, principalmente, passes errados. Estes, considerados pecados graves, levavam o cabeça-de-bagre egípcio a merecidíssimas punições . . .

Ano 206 a.C. - O objetivo maior era mandar uma 

bola de couro entre duas traves de bambu, 

com uma rede de seda por trás.